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Studio de Dança
Airton Araújo

Dança de Salão
R.Mamud Rahd, 31- salas 2 e 4
Tremembé - SP
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Bolero


No que diz respeito ao bolero, é uma dança de origem espanhola. Consta que seu nome deriva da palavra espanhola volero (de volar = voar) ou das bolinhas que eram usadas presas nos vestidos das dançarinas ciganas, que pareciam voar enquanto elas dançavam.

O bolero, a princípio, era executado com acompanhamento de castanholas, violão e pandeiro, tal qual o fandango, enquanto o casal dançava sem se tocar, com sensuais movimentos de aproximação e afastamento.

Trazido pelos espanhóis para suas colônias na América, ele foi se modificando pelas influências locais e recebendo contribuições, em especial, de ritmos vindos da África. Sempre foi mantido, no entanto, seu caráter de dança de galanteio, suave, terna e romântica. Desenvolveu-se, principalmente, em Cuba e outros países da América Central.

Curiosamente, só no Brasil - em particular, no Rio de Janeiro - ele é dançado da forma que o conhecemos nos dias de hoje, com figurações muito diversificadas.

Na maioria dos países latino-americanos, dança-se o bolero de forma simples e lenta, sem muitas variações. É aquele bolero dançado "dois pra lá, dois pra cá...", como na letra da famosa música de João Bosco. Se perguntarmos a um cubano, a um costarriquenho ou a um argentino, por exemplo, a resposta será sempre a mesma, isto é, explicam que dançam o bolero dessa maneira porque ele serve para namorar, ele visa o romance. E era assim também, aqui no Brasil, até pouco tempo atrás.

Nos bailes cariocas atuais, os dançarinos fazem grande número de figuras ao dançar o bolero, muitas delas adaptadas de outros ritmos e costumam dançar do mesmo jeito, ou seja, com figuras de bolero, não só os boleros propriamente ditos, mas também outros ritmos suaves e românticos. Generaliza-se: se é ritmo lento, dança-se como se fosse um bolero. É uma característica bem brasileira, esta de buscar fazer uma simbiose e simplificar. É uma faceta da criatividade dos nossos dançarinos e professores de dança de salão (ou seria uma faceta da sua falta de informações sobre como dançar os diferentes ritmos lentos?).

De qualquer forma, parafraseando Martinho da Vila, é bonito e é gostoso dançar bolero do jeito que dançamos hoje, mesmo que não seja mais tão romântico...


Jussara Vieira Gomes
Historiadora e Antropóloga
Dançarina e Pesquisadora de Dança de Salão

 


Apresentação do Profº Osíris com Aline
em evento do Studio de Dança Airton Araujo

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