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A dança de salão vem ganhando rodopios e compassos mais fortes nos pés dos paulistanos. O que antes era procurado apenas por pessoas interessadas em dançar bem e se profissionalizar, agora também se usa para aliviar o estresse e fazer novas amizades, segundo comprova a Escola Cia Terra, especializada em diversos ritmos, numa pesquisa feita em suas duas unidades, com cerca de 700 alunos. A procura tem sido maior entre pessoas de 25 a 50 anos. A análise comprovou que 70% das pessoas procuram a dança de salão para ganhar mais habilidades no convívio social. “A dança é o meio de quebrar a tensão e ritmo de trabalho, além de trazer qualidade de vida”.
Segundo a professora Cintia Epprecht, do Paladino Dança Social, quem dança geralmente consegue mais parceiros e é mais requisitado: “É uma arma de conquista”. Os homens também têm aderido à dança e as escolas estão quase equilibradas entre os dois sexos: “Também é ideal para pessoas tímidas que desejam se soltar mais”. A professora de dança Stella Aguiar, da comissão técnica da Federação de Dança de Salão do Estado de São Paulo, diz que nas aulas já se vêem 40% de homens e 60% de mulheres, pois os preconceitos estão sendo quebrados. Ela afirma que a mídia tem contribuído para isso, como por exemplo, a Dança dos Famosos da Rede Globo e os Campeonatos de Dança de Salão da ESPN. Graças à divulgação, ela afirma que no último ano houve um crescimento de 20%. Stella revela que o público não pode ficar impressionado com os passes aéreos feitos na tevê, pois o que vale é a boa execução: “Muita gente se assusta com os malabarismos e acaba sendo uma barreira para quem não tem muita habilidade. Além disso, a tevê exibe muita sedução que não existe nas aulas”.
Para que seu corpo de alunos esteja sempre equilibrado entre homens e mulheres, Stella oferece bolsas de estudo para homens interessados em se aprofundar nos ritmos. Pede-se que o interessado tenha disponibilidade de pelo menos três vezes por semana para as aulas e participe de campeonatos pela escola.
Dançar também ajuda a arrumar um parceiro. Bruno Gallinaro e Mari Spaziani se conheceram em aulas de dança da Stella Aguiar há dez anos. Namoro, casamento - e continuam unidos pelos ritmos. Segundo Bruno, os casais têm poucas atividades juntos e a aula é um momento de encontro, o que traz mais interação e união: “Juntos, os casais saem para participar de bailes e se divertem muito”. As danças da moda hoje são salsa, zouk (dança caribenha), forró e samba-rock. Todos os dias da semana há locais em São Paulo abertos para essas modalidades. Segundo Stella, os ritmos preferidos para se aprofundar no estudo são bolero e samba gafieira. Geralmente, nas escolas de dança, o curso básico inclui um pouco de cada ritmo: samba de gafieira, bolero, swing, forró, salsa, zouk, fox trot, tango, tha tha tha, soltinho e rock dos anos 50. Depois os alunos vão se identificando com os ritmos que mais gostam e se especializam: “As pessoas querem dançar o mínimo ao sair na noite e não fazer feio. Isso é o que importa para eles”, explica Cintia.
Além de relacionamento interpessoal, a dança de salão traz outros benefícios: ajuda na parte cardiovascular e cardiorespiratória, contribui na prevenção de osteoporose, ajuda na auto-estima, alivia o estresse, desenvolve a coordenação motora, memória, raciocínio, atenção e criatividade.
Na escola Cia. Terra os alunos ainda ganham aulas de cultura com a história de cada dança. Segundo José Carlos, a dança é um meio de conhecer história: “Desta forma eles entendem melhor como devem ser executados os passos”. E já que é assim, dance, a partir dos onze anos: não há nenhuma contra-indicação.
Fonte: Diário do Comercio (Patrícia Teixeira)
Contribuição: Eduardo Giglio (aluno)
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